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ACADEMIA E MISSÃO - missionária posando para self com amigo em academia de Guin[e Bissau

Academia e Missão

Agora o shape vem!

Todo começo de ano tem o mesmo clima de metas novas e aquela promessa clássica do “agora o shape vem”. Mas o que tem haver academia e missão? Pois bem, curiosamente, foi nesse cenário de academia que Deus começou a construir uma história que eu não planejei.

Academia e missão se tornaram parte da minha rotina

No campo missionário, também somos incentivados a praticar exercícios físicos. E, como meu braço foi atingido pela Síndrome da Dor Regional Complexa (SDRC), eu que já cuidava do meu corpo, precisei levar essa rotina ainda mais a sério. Então, com regularidade, lá estava eu: treinando, respeitando meus limites e mantendo a constância. Só que, além de fortalecer o corpo, eu percebi que a academia podia fortalecer outra coisa também: amizades.

Wilton

Foi ali que conheci o Wilton, de 22 anos. Ele é natural aqui de Guiné-Bissau, não pratica nenhuma religião, mas a conversa fluiu com uma naturalidade inesperada. Entre um exercício e outro, descobri que ele cursou o ensino médio na escola adventista mais antiga daqui, chamada Betel. E, além disso, ele tem algo que sempre abre portas: um gosto especial pela cultura brasileira.

Do treino para o mercado de Bandim: diferenças culturais

Com o tempo, nossa amizade saiu da academia e entrou no cotidiano. Sempre que pode, Wilton me acompanha no mercado de Bandim. A ideia, no começo, era simples: ele ia comigo para que os vendedores não me cobrassem “preço de estrangeiro”. O engraçado é que muitas vezes cobram mais caro dele, justamente porque está acompanhado de uma branca.

A lógica, pelo que tenho percebido, é direta: se você é estrangeiro na Guiné, então você é rico. Logo, “para ser justo”, você deve pagar mais. E essa mentalidade não aparece só nas relações com estrangeiros; parece influenciar muitas dinâmicas daqui. É uma filosofia interessante para entendermos outra hora.

Mochilão pela África: esse sonho pode ser maior!

As outras missionárias e eu começamos a convidar o Wilton para comer conosco e participar de alguns momentos de adoração. E ele aceitou. Já é a segunda vez que ele vem à classe bíblica. Participou do culto de pôr do sol de sábado e, depois, ficou para lanchar com a gente.

Aos poucos, aqueles convites simples viraram momentos sinceros e agradáveis. Em uma dessas conversas, ele compartilhou um sonho: fazer um mochilão pela África. Eu sorri por dentro, porque também comecei assim… e hoje estou aqui, servindo como missionária na África. Quem sabe a história do Wilton una academia e missão também?!

Crioulo: SPERA e esperança

No Natal, ele nos presenteou com SPERA. Essa é uma palavra em crioulo usada para se referir a um vestido confortável, do dia a dia. Foi um gesto lindo. Eu uso meu SPERA toda orgulhosa, não só pelo presente em si, mas pelo que ele representa.

No fim, essa história também fala de metas, só que de um jeito diferente. Sim, a academia pode ser uma meta. Disciplina, constância, saúde… tudo isso importa. Mas, às vezes, Deus usa exatamente o lugar onde a gente vai “apenas cumprir uma meta” para nos lembrar de outra prioridade: as pessoas.

Minha oração é que ele aprenda a amar Jesus e o aceite como Salvador.

Danielle Custódio está servindo como missionária de curto prazo desde setembro de 2025, no projeto Geba, em Guiné-Bissau.

Nota Oficial

A Adventist Frontier Missions (AFM) está adotando medidas intencionais para fortalecer sua estrutura global e unificar suas operações internacionais sob uma única missão e identidade. Como parte desse processo, o escritório da América do Sul será temporariamente suspenso.

Essa suspensão não representa um retrocesso, mas uma oportunidade estratégica para realinhar e avaliar com cuidado como podemos recrutar, preparar e enviar missionários sul-americanos da forma mais eficaz possível, em estreita parceria com a igreja local e considerando as realidades do continente.

Neste momento, a AFM não está ativamente recrutando nem realizando captação de recursos na América do Sul. Estamos trabalhando para estabelecer sistemas e estruturas mais sólidas para o futuro.

No entanto, queremos afirmar com clareza que todos os missionários atualmente em campo continuarão seu serviço sem interrupção, pois permanecem totalmente apoiados pelo escritório central da AFM nos Estados Unidos.

À medida que avançamos em direção a uma organização global mais unificada, nossas plataformas de comunicação também refletirão esse objetivo.

Durante esta transição, usaremos nossos perfis nas redes sociais da América do Sul para incentivar os seguidores a se conectarem com os canais globais principais da AFM, onde atualizações, oportunidades e histórias missionárias continuarão sendo compartilhadas. Da mesma forma, nosso site em português será atualizado para direcionar os visitantes ao site principal da AFM, onde você poderá acessar as informações mais recentes.

Em caso de dúvidas, oportunidades de parceria ou interesse em serviço missionário, convidamos você a entrar em contato diretamente com a AFM por meio de nosso escritório central nos Estados Unidos. Envie um e-mail para afm@afmonline.org ou acesse www.afmonline.org.

Somos gratos pelo alicerce sólido que foi construído na América do Sul e aguardamos com fé e expectativa a direção que Deus nos dará neste próximo capítulo.

Obrigado por caminhar junto com a AFM em nossos esforços para alcançar os povos não alcançados. Que Deus abençoe e multiplique essa obra.

Brad Mills – Presidente, Adventist Frontier Missions